A frustração da anorgasmia

Atualizado: Ago 11

Uma das queixas mais frequentes de mulheres no consultório é a dificuldade ou a ausência do orgasmo.

Este assunto é significativo para muitas mulheres, pois a maioria delas hoje esperam e sentem que merecem ter prazer sexual, incluindo ter o orgasmo de maneira satisfatória, mas nem todas conseguem atingir esse ápice do prazer.

Percebo o quanto a frustração está presente nas emoções da mulher quando existe esta dificuldade, e também do parceiro quando tem conhecimento dessa ausência orgásmica.

Essa frustração pode gerar diversas outras emoções e pensamentos de ambas as partes, e o sofrimento pode se tornar presente neste contexto, levando outras dificuldades e conflitos para o relacionamento do casal.

O sofrimento se instala mais ainda quando a mulher tem uma queda do apetite sexual e faz sexo apenas para "agradar e satisfazer" o outro, sem ter vontade e prazer.

Há uma ligação entre o desejo sexual e o orgasmo, pois o orgasmo acaba também assumindo um papel de reforçador para o desejo sexual, e sem ele, o desejo diminui gradualmente. Nesta situação a mulher vai deixando de querer o sexo, se tornando aversivo.

Vários pensamentos podem estar presentes, como:

· Será que não o amo mais?

· Será que ela não me ama mais?

· Ela não se sente mais atraída por mim.

· Ela tem outra pessoa!

· Sou incapaz de dar prazer a ela.

Entre outros pensamentos que dificultam mais a relação a dois, e nenhum destes itens podem ser o real motivo para esta dificuldade estar presente. Existem diversos fatores que podem atrapalhar uma mulher a ter e a sentir o orgasmo, se tornando muito subjetivo, pois cada mulher é única em sua história, em seus aspectos físicos, psicológicos, sociais, culturais, educacional e religioso.

O orgasmo normalmente é definido como um estado crescente da excitação, atingindo um prazer muito intenso, provocando uma agradável sensação.

Caso um fator físico ou psíquico inibir ou bloquear, esta sensação que deveria ser agradável se converte em desagradável, e a atividade sexual começa a se tornar aversiva, e em alguns casos, dolorosa.

Cada orgasmo para cada pessoa é único! Único com estímulos e sensações diferentes.

Muito se tem a conversar sobre o assunto e desmistificar algumas informações, como por exemplo que toda a atividade sexual tem que ser necessariamente orgásmica. Não é necessário obter o orgasmo todas as vezes no sexo para ter prazer. O prazer pode ser sentido de diversas maneiras, e o autoconhecimento de sensações e percepções da mulher ajuda nessa busca.

Outra informação muito importante para passar aos casais, é que os homens e as mulheres possuem uma diferença no tempo da excitação. O homem é mais rápido do que a mulher, sendo necessário um tempo maior de carinhos e carícias mútuas que alongam essa fase da excitação.

Para as mulheres e os casais que se deparam com essa dificuldade, existe tratamento. Descartando possíveis causas orgânicas, e identificando questões emocionais, a psicoterapia é indicada. A terapia sexual possui técnicas possíveis de auxiliar a mulher e o casal no processo de busca para uma maior satisfação sexual.

Não finja que o problema não existe, busque ajuda!




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