Nascimento do bebê e diminuição da libido, qual a relação?

Hoje a conversa é com as mamães e os papais.

Filho é maravilhoso e traz inúmeras felicidades ao casal, mas deve-se dar importância a algumas questões para não causar alguns atritos na vida do casal, e um deles é a diminuição da libido da mulher e o distanciamento no relacionamento.

Algumas informações podem ajudar o casal a lidar melhor com esse período.

Durante a gestação, muitas mulheres, e até homens, se afastam para não acontecer a relação sexual, com medo que possa ter dor ou gerar algum problema para a criança. Caso não for uma gestação que tenha algum risco e que o médico oriente a interromper qualquer esforço físico, como a atividade sexual, o sexo pode estar presente sim durante a gestação. Lógico que após alguns meses, conforme a barriga da mulher for crescendo, o casal terá que adaptar uma posição sexual que seja mais confortável para a mulher, e para isso, conta muito a comunicação entre o casal para este entendimento, e a compreensão do homem.

Após o bebê nascer, é completamente natural que o desejo sexual da mamãe decline. Tem diversos fatores que influenciam, desde uma questão hormonal até emocional.

Falando sobre os hormônios, quando o filho nasce, há um aumento da prolactina. Ela é responsável para que a mamãe produza o leite, também atua nos ovários inibindo alguns hormônios femininos, interferindo no desejo sexual e causa uma secura vaginal, ou seja, não tem a lubrificação, podendo causar dor durante a penetração caso não for utilizado nenhum lubrificante íntimo. Este período dura em torno de 6 meses, a qual a prolactina é produzida com mais intensidade, e após, ela começa a baixar e a produção do leite já acontece naturalmente devido à sucção do bebê, normalizando os hormônios.

Dependendo de como foi e do tipo de parto (normal ou cesárea), também tem um tempo que o obstetra orienta para voltar a ter uma vida sexual ativa, e este tempo deve ser respeitado.

Outros fatores para esta queda do desejo sexual, é o comportamento e o emocional das mães e dos pais.

Quando o bebê nasce, o foco acaba mudando e se direciona à criança. A prioridade começa a ser o filho, ou seja, a atenção é voltada para ele, deixando um pouco de lado os cuidados consigo e com o outro. É natural que isto aconteça, mas deve-se identificar o limite, e caso for excessivo, comece a ser um problema na relação do casal.

Não digo que devem deixar de lado ou não dar importância a criança, deve-se dar importância e atenção a ela, mas que não se deve esquecer que além de serem papais, também são marido e mulher, e que precisam saber dividir e vivenciar esses dois papéis, harmonizando a intensidade de cada um. Isto é muito difícil, mas é importante para o casal.

Além de tudo, os homens precisam ter uma compreensão muito grande, que existe também um enorme esgotamento ao cuidar de um recém-nascido. A mãe fica muito cansada, tanto fisicamente como emocionalmente, pois o bebê exige muita atenção, contato físico, não deixando com que ela descanse, e quando finalmente pode ter esse tempo quando o filho dorme, quer também descansar e algumas vezes ficar sozinha. O homem precisa compreender esse processo sem gerar cobranças que são possíveis de desentendimentos. O homem também pode ajudar a mulher a cuidar, dar banho, colocar para dormir, ampliando esse tempo para ela, possibilitando que diminua o seu desgaste. Quando o homem também participa dos cuidados com o filho, proporciona uma valorização na mulher, deixando-a melhor e mais receptiva, melhorando e estreitando a união entre o casal, e do casal com o filho.

Pode acontecer também uma falta de libido por causa da baixa autoestima. Após a gravidez, o corpo da mulher modifica, e pode passar um tempinho não se sentindo bem, causando uma repulsa quando o parceiro a toca ou a vê nua.

É importante a mulher tentar resgatar a sua autoestima, seja com uma alimentação saudável, praticar alguma atividade física ou procurar uma ajuda da psicoterapia para ajudar neste resgate de se sentir bem consigo.

A baixa autoestima tem um papel destruidor do desejo sexual.

Assim como é importante o papel do parceiro para não apenas exercer o papel de pai, mas para também ajudar a mulher a ter um tempo para se cuidar, sem cobranças, mas ajudando ela a buscar se sentir mais bonita e melhor com ela mesma.

Qualquer palavra dita pelo homem pode ajudar como também atrapalhar o que a mulher está sentindo. O homem deve ser cauteloso no que fala, procurando sempre falar coisas positivas, seja com elogios ou outras motivações, isso poderá ajudar a mulher a se reanimar.

Mas também a mulher não pode “jogar” para o homem toda essa responsabilidade de fazê-la se sentir bem. Uma “via de mão única” pode ser muito mais difícil. A mulher também precisa compreender o que está acontecendo com ela e buscar identificar as suas dificuldades, para que não foque apenas no seu papel de mãe, se deixando de lado e o seu relacionamento.

Portanto mamães, não deixem a baixo autoestima tomar conta. Tente retornar em suas atividades aos poucos, pede ajuda ao companheiro explicando que precisa desse tempo para você, faça o que se sinta confortável, se preferir faça sexo no escuro até se sentir bem com o seu corpo (isso se tiver vontade, não se obrigue a fazer algo que não queira), cuide da sua aparência, estimule momentos carinhosos com o companheiro, nem se for apenas alguns minutos (naquela cochiladinha do bebê), não deixem de lado o beijo na boca, o abraço, a troca de olhares…

Por mais complicado que seja o tempo, com certeza valerá a pena esse esforço. E caso percebam que está difícil e que sozinhos não irão conseguir, procurem ajuda de um terapeuta de casal ou sexual, que poderá auxiliar nessa fase em que estarão presentes diversas mudanças.

Lembre-se que passando o tempo que o médico estipula para a abstinência de contato sexual com penetração, mais esses 6 meses iniciais pós parto, o desejo deverá retornar. Caso não retornar, procure um médico ginecologista para averiguar as questões hormonais, e se estiver tudo dentro da normalidade, procure um psicólogo, mas não deixe passar muito tempo sem procurar uma ajuda, pois cada vez mais vai influenciar negativamente na relação do casal.

Um grande abraço,

Adriana Visioli

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