A NUDEZ E SUAS REPERCUSSÕES

Estamos vivendo em uma “era digital”, onde ao invés de ligarmos, enviamos um whatsapp, nos comunicamos via Snapchat, twitter, viber, facebook, Instagram entre outros aplicativos facilitadores desses meios de comunicação.

Essas interações estão cada vez mais criativas e personalizadas, com fotos, vídeos e áudios, surgindo então expressões como “mandar nudes” e “sexting”.

Para entendermos melhor o que é o “sexting”, é a união de duas palavras:

“SEX” = SEXO

“TEXTING” = ENVIO DE MENSAGEM

Explicando melhor: praticar o “sexting” é produzir e enviar fotos sensuais de seus corpos nus ou seminus, podendo ser uma “selfie nude”.

Trocar “nudes” (nudez) entre o casal pode “apimentar” a relação, com o objetivo de provocar o(a) parceiro(a). Instiga fantasias, pensamentos relacionados ao sexo… e essas provocações erotizadas podem ser favoráveis para a vida sexual do casal, mas deve-se ter muito cuidado, pois pode “cair em mãos erradas”, e o que era para ser positivo no relacionamento, o objetivo muda o trajeto e pode se tornar um pesadelo para quem foi exposto com a sua intimidade.

Antes de entrar nesse jogo sensual, deve-se analisar muito bem qual é o objetivo, as consequências e o tipo de relacionamento que tem com a pessoa que está enviando a foto ou o vídeo.

Ao analisarmos as consequências, devemos pensar se estamos preparados para uma exposição a qual não queremos. Muitas pessoas não têm conhecimento da dimensão do quanto pode prejudicar caso haja “vazamento” dessas imagens.

A preocupação maior está com os adolescentes. Está aumentando o número de adolescentes que buscam ajuda psicológica quando sua intimidade é exposta atingindo uma plateia enorme nas redes sociais. Há casos de suicídio por não conseguirem lidar com o sofrimento causado com essa exposição. A consequência podem ser julgamentos, xingamentos, perseguições, agressões entre outros comportamentos destrutivos que a sociedade pode ter, causando um sofrimento intenso na pessoa exposta.

Muitos adolescentes se entregam completamente a um namoro, confiando plenamente. Acredita-se que esse amor será para a vida inteira, e jamais o outro irá mandar para seus amigos as fotos que tiraram ou os vídeos que fizeram, até que um dia esse namoro acaba, e para se vingar, esses conteúdos são repassados pela internet.

Ano passado o cantor Justin Bieber colocou no Instagram uma foto de costas, completamente nu, em cima de uma prancha na praia. Esta foto teve milhões de curtidas, e por conta disso, copiada o estilo da foto por adolescentes, buscando também receber muitos “likes” (curtidas), sem analisar qual a consequência desse comportamento. Os jovens precisam entender, que quando um artista promove uma foto dessa ele pode ter um aparato muito grande de assessores, que estão auxiliando-o e dando suporte para caso aconteça algo de inesperado.

Deve-se haver alguns cuidados com a exposição espontânea, para que depois não haja arrependimentos, lembrando que basta fazer uma busca no google e aquela imagem ser encontrada.

É importante lembrar sempre que o ambiente virtual pode parecer seguro, mas não é, ele pode dar muita dor de cabeça.

Fotos sensuais, poses provocantes, meninas só de lingerie ou de biquíni, “close-up” em decotes ousados, meninos sem camisa, só de cueca ou apenas com a mão tapando o órgão genital estão presentes nas redes sociais. Vale tudo para chamar a atenção. O mais triste, é que esse contexto não se enquadra apenas à adolescentes na faixa dos seus 16 anos de idade, mas vemos idades inferiores copiando certos estilos e poses de fotos, e esse é um contexto que dá uma abertura para a pedofilia.

Com tudo isso, é necessário nos proteger. Já que a internet é um pouco duvidosa quanto ao seu sigilo, será que vale a pena se arriscar? Ou pode existir outros meios com provocações de cunho sexual com o (a) parceiro (a)?

  • Se for um relacionamento estável e de confiança, o mais apropriado é combinar que ao ser visualizado, será apagado. Com isso pode-se evitar que outras pessoas vejam e distribuam virtualmente por aí.
  • Se quiser mandar alguma foto ou vídeo com nudez para alguém específico que não seja de total confiança, e não correr o risco de “cair em mãos erradas”, tome cuidado com sinais que identifiquem quem é você, como não mostrar o rosto e marcas que possam identifica-lo (pintas, tatuagens e cicatrizes).
  • Se quiser armazenar seus “nudes”, coloque senha em uma pasta ou aplicativo.
  • Tente não mandar para mais de uma pessoa, pois o risco aumenta (se não for o seu objetivo expor o conteúdo).
  • Ao sair (“ficar”) com alguém desconhecido, tenha certeza que o celular da pessoa está longe e inacessível da onde vocês estão, como por exemplo em cima de uma cômoda, assim evitará fotos e vídeos sem a sua autorização.
  • Evite deixar com que o outro tire foto ou filme caso não esteja a um bom tempo no relacionamento com essa pessoa. Primeiros encontros? Fique longe de fotos e filmagens.

Saiba que fotos nuas e vídeos compartilhados sem a autorização do dono, são materiais pornográficos, e é considerado crime, e pode ser denunciado para a polícia. Empresas como o Google e o Facebook, podem ser informados, e pedir para que aconteça a remoção das imagens.

Sabendo disso, vamos nos cuidar? Que tal procurar outras formas de “apimentar” esta relação com menos riscos? Se não tiver uma ótima relação de intimidade e de confiança com o outro, tente outros meios:

  • As mensagens de texto podem substituir as fotos e vídeos.
  • Ao invés de tirar foto com nudez e mandar, tire apenas de um lingerie ou de uma cueca.
  • Ligue e fale algo provocante, erótico. Seja sensual.
  • Use da criatividade para quebrar rotinas e aprimorar com momentos mais picantes.
  • Presenteie com um acessório erótico, um gel excitante ou uma camisinha diferente.

Trocar “nudes” pode ser bom, mas tem os seus riscos. Analise, não faça por impulso.

Um grande abraço.

Adriana Visioli

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